sábado, 31 de janeiro de 2009
Meu Mundo é o Barro- Rappa
Moço, peço licença
Eu sou novo aqui
Não tenho trabalho, nem passe, eu sou novo aqui
Não tenho trabalho, nem classe, eu sou novo aqui
Eu tenho fé
Que um dia vai ouvir falar de um cara que era só um Zé
Não é noticiário de jornal, não é
Não é noticiário de jornal, não é
Sou quase um cara
Não tenho cor, nem padrinho
Nasci no mundo, sou sozinho
Não tenho pressa, não tenho plano, não tenho dono
Tentei ser crenteMas, meu cristo é diferente
A sombra dele é sem cruz, dele é sem cruz
No meio daquela luz, daquela luz
E eu voltei pro mundo aqui embaixo
Minha vida corre plana
Comecei errado, mas hoje eu tô ciente
Tô tentando se possível zerar do começo e repetir o play
Não me escoro em outro e nem cachaça
O que fiz tinha muita procedência
Eu me seguro em minha palavra
Em minha mão, em minha lavra
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
A Menina dos fósforos

Estava muito frio, a neve caía e já estava começando a escurecer. Era a noite do último dia do ano. Uma menina descalça e sem agasalho andava pelas ruas, no frio e no escuro. Quando atravessou correndo para fugir dos carros, a menina perdeu os chinelos que tinham sido da mãe e eram grandes demais. Um ela não achou mais e um garoto levou o outro, dizendo que ia usar como berço quando tivesse um filho. A menina já estava com os pés roxos de frio. Tinha um pacotinho de fósforos na mão e outro no avental velho. Naquele dia não tinha conseguido vender nada e estava sem um tostão. Com frio e com fome, ela andava pelas ruas morrendo de medo. A neve caía no cabelo cacheado, mas ela não podia pensar nem no cabelo nem no frio. As casas estavam iluminadas e havia por toda parte um cheirinho gostoso de assado de ano novo. Era nisso que ela pensava. Num cantinho entre duas casas, ela se encolheu toda, mas continuava sentindo muito frio. Voltar para casa, nem pensar: sem dinheiro, sem ter vendido nada, era certo o castigo do pai. Além do mais, a casa deles também era muito fria, sem forro e com o telhado cheio de furos e emendas, por onde o vento entrava assobiando. Com as mãos geladas, pensou em acender um fósforo. Conseguiu. A chama pequenina parecia uma vela na concha da mão. A menina se imaginou diante de uma lareira enorme com o fogo esquentando tudo e ela também. Mas logo a chama apagou e a lareira sumiu. Ela só ficou com o fósforo queimando na mão. Acendeu outro que, brilhando, fez a parede ficar transparente. Ela viu a casa por dentro: a mesa posta, a toalha branca, a louça linda. O assado, o recheio, as frutas. Não é que o assado, com o garfo e faca espetados, pulou do prato e veio correndo até onde ela estava?Mas o fósforo apagou e ela só viu a parede grossa e húmida. Acendeu mais um fósforo e se viu junto de uma belíssima árvore de Natal. Maior do que uma que tinha visto antes. Velinhas e figuras coloridas enchiam os galhos verdes. A menina esticou o braço e… o fósforo apagou. Mas as velinhas começaram a subir, a subir e ela viu que eram estrelas. Uma virou estrela cadente e riscou o céu. -Alguém deve ter morrido. A avó - única pessoa que tinha gostado dela de verdade e que já tinha morrido - sempre dizia: “Quando uma estrela caí, é sinal de que uma alma subiu para o céu”. A menina riscou mais um fósforo e, no meio do clarão, viu a avó tão boa e tão carinhosa, contente como nunca. -Vovó, me leva embora! Sei que você não vai mais estar aqui quando o fósforo apagar. Você vai desaparecer como a lareira, o assado e a árvore de Natal. E foi acendendo os outros fósforos para que a avó não sumisse. Foi tanta luz que parecia dia. E a avó ali, tão bonita, tão bonita. Pegou a menina no colo e voou com ela para onde não fazia frio e não havia fome nem dor. Foram para junto de Deus. De manhãzinha, as pessoas viram no canto entre duas casas uma menina corada e sorrindo. Estava morta. Tinha morrido de frio na última noite do ano. Nas mãos, uma caixa de fósforos queimados. -Ela tentou se esquentar, coitadinha. Ninguém podia adivinhar tudo o que ela tinha visto, o brilho, a avó, as alegrias de um ano novo. Hans Christian Andersen
domingo, 25 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009
O melhor comercial
sábado, 17 de janeiro de 2009
Ontem uma noite calma até o momento em que você surgiu, olhar forte e triste. Ah Maysa! Em cada olhar, em cada suspiro, canto, lágrimas, cigarros e whiskies...Remédios! Um sofrimento pela saudade de um alguém que seu coração buscava incansavelmente. A sua voz estremece e por dentro de nós um arrepio, somos capazes de sofrer junto, a cada interpretação lágrimas escorriam em cada uma das faces. Ah Maysa! E eu chorei com você e solucei e triste fiquei, pelo adeus, pelo seu, pelo meu e pelo nosso sofrer.
By Taty R. 17/01/2008 ás 20:43 hrs.
Aconteceu- Manifestações contra o ataque em Gaza

MASP- SÃO PAULO 11/01 e 09/01
Ri de Janeiro 08/01
Não sou anti-semita, mas esta ultima foto me lembrou um poema e minha paródia saiu assim
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Inesquecível, não?
Máquina do tempo
Eu queria estar na época do lançamento de Dírty Dancing de 1987, queria ser namorada do Patrick Swayze, podem rir, mas ele é meu sex appel desde que os meninos se tornaram interesantes para mim!
Pena que vi umas fotos dele agora e muita coisa se desmitificou...sem contar no problema de saúde, tenho pouco tempo! Não que os sinos não dobrem por ele ainda no meu coração!
Mas naquele filme e com aquele rebolado....nossa até hoje eu suspiro!
Agora está com um câncer terrível no pâncrea, pouco tempo de vida, e em suas palavras em entrevista: "Estou vivendo um inferno. Sim, estou com medo. Sim, estou com raiva"
Você faz falta no meu passado, oh se faz!






quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Um tempo de utopias.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Socorro - Cássia Eller- Fotos de Gaza

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas pena
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada .
Ana Laura, com o vômito na boca...ou seria o gosto do silêncio?
sábado, 10 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Resumão
Localização: Oriente Médio, banhada pelo mar Mediterrâneo, entre o Egito e Israel.
Área: 360 km quadrados
População: 1,5 milhão (estimativa de julho de 2008)
Religião: muçulmana (99,3%), cristã (0,7%)
Línguas: árabe, hebraico, inglês
PIB: US$ 5,3 bilhões [inclui a Cisjordânia] (2006)
Renda per capita: US$ 1.100 [inclui a Cisjordânia] (2006) ( Informações da Folha Online-Uol)
A situação sempre foi complicada, pois além de ser um campo de refugiados palestinos, igualmente, havia problemas de super população, falta de água, luz...estes tipos de problemas. Agora as pessoas correm para se defender das bombas e da miséria humana! Um mundinho insuportável...o que faremos, então?
Agora se fala em bombas químicas que estão causando sérias queimaduras e danos, uma crise humanitária, porque a Onu não está conseguindo intervir nos acontecimentos como deveria, afinal os Estados Unidos se demosntram bastante indiferentes!
Eu não tenho muito a dizer...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Estou revoltada!
Começa assim: direitos humanos para pessoas humanas e segue uma história distorcida de uma mãe que manda carta para outra mãe, a primeira tem seu filho morto pelo filho preso da segunda, então tece a trama de que assassino tem mais direitos que as vítimas...
Mas o que mais me estraçalha o peito é esta frase Direitos humanos para humanos direitos! Quem são os humanos direitos, quem vai indica-los, quais os critérios para esta indicação!
Eu trabalhei com o tipo de violência mais cruel que se pode ver, daquelas que põe o estômago na boca...as mães com seus filhos, vítimas e violentadores, têm a mesma dor, vergonha, repulsa, angustia...
Direitos humanos para humanos direitos? Um jovem infractor custa mais de dois mil reais para o sistema e se, "uma idéia original", antes deste garoto chegar a criminalidade tivesse investido dois mil reais em sua educação, saúde, cultura, lazer! Quantos de nós nos revoltamos com histórias de crianças matando, mas quantos de nós nos assustamos com crianças que são mortas diariamente em suas condições empobrecidas de vida!
Então facistamente começaremos dividindo os homens em humanos direitos e os não direitos, começaremos fazendo coro para menoridade penal só pelas disposições genéticas de nossas crianças (cabeça chata=psicopata) e no final, lutaremos para que haja castramento da população empobrecida!
Estamos numa guerra, num mar de violência...mas tem uma frase que é excelente: Durante a guerra aprendi uma verdade que geralmente preferimos não enunciar: que a coisa mais brutal da crueldade é aquela que desumaniza suas vítimas antes de destruí-las. e que a luta mais árdua de todas é permanecer humana em condições desumanas. Janina Bauman- sobrevivente do gueto de Varsóvia, livro "Inverno na Manhã"
Esta é uma citação conveniente, não só pela mensagem que traz, mas para lembrar que houve na histórias pessoas que ditaram quem eram os merecedores de serem considerados
Humanos! Não repitamos este mesmo erro....
Deixo meu uivo de repúdio...e um filme...