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sexta-feira, 15 de julho de 2011

High and Dry

quarta-feira, 13 de julho de 2011


"...Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?"
(Chico Buarque/Sivuca)






Eu me vi dentro de uma história cheia de vírgulas, eu me vi ali me encantando sozinha, eu percebi que passei um tempo acreditando que você me amava ou poderia vir a me amar. Por mais que eu ainda te queira muito, por mais que o desejo ainda corroa o meu coração, os meus dias andam muito cinza e sem cor. Qual será o avesso de te amar tanto? Como será quando realmente não cair mais nenhuma lágrima quando pensar em ti? Será que esse dia vai chegar? Tantas perguntas se misturam em meio a respostas vazias. É como esperar algo que você sabe que nunca virá e mesmo assim acreditar que isso pode mudar, é como te esperar em meio às lágrimas que destroem meu coração. Se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa é sofrer cada vez mais. Amar é delicado, é puro, não se escolhe a pessoa, apenas acontece. E eu te amei sem medida, amei como se fosse único e amei por amar, sem pedir nada em troca, sem espaço para outro alguém. Mas amei sozinha e hoje vejo esse amor como uma pétala se despedaçando da flor. Um amor que transformou em espinho sangrando meu coração e eu só te pergunto: Será que você é capaz de resgatar esse sentimento mais lindo que um dia te dei e você se negou a aceitar? Se sim venha logo, não espere que eu decida pegar todo esse sentimento que tenho estocado em meu coração e guardá-lo em uma caixinha ou esquecê-lo dentro do bolso de um casaco que não uso mais. Nesse momento apenas me recolho por amar demais, por amar sozinha, me recolho com todo o meu amor, com todo o meu carinho.


Tatiane. Sem mais.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Teste "Você já possui idéias feministas?"


  • Você se sente desrespeitada quando seu parceiro não entende quando você não quer ser tocada?

  • Você acha errado um homem receber mais que a mulher realizando a mesma função?
  • Você acredita que todas devam ter condições de escolher sobre seu futuro, seja ele dona de casa, profissional ou os dois?
  • Você acredita que a maternidade é uma escolha de duas pessoas sobre a criação e manutenção de outra vida?

  • Você acredita que a mulher merece respeito indiferente a roupa que vista?

Li no blog "Síndrome de Estocolmo", escrito por Denise, uma frase que me fez refletir por estes dias: "Bom, da mesma forma que não se nasce mulher, também não se nasce feminista”.
Frase que vem bem a calhar quando tento e insisto com as minhas amigas que ser feminista não é um bicho de sete cabeças e que ao contrário do que muitas imaginam, não significa mulheres solitárias, enfurecidas e chatas...muito pelo contrário.
Declaro-me feminista e me vi assim já com meus 16 anos discutindo com a minha mãe quem deveria pagar a conta do anticoncepcional: o namorado ou minha irmã?
Infelizmente não consegui convencer ninguém, nem mesmo minha irmã, risos...
Mas as idéias feministas perpassam pelas nossas vidas e já estão tão presentes que nem notamos. E estamos falando de um movimento que muita das suas idéias ainda precisam se cotidianizar.
Por isso, como já tinha visto no Blog "Escreva Lola escreva", um teste bem bacana...faço o meu também e talvez prove de uma vez por toda que ser feminista não é assim tão distante....

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Comemorando

Estava eu cá, como quem não quer nada, zapeando as páginas da internet quando encontro a notícia que Rafinha Bastos pode responder judicialmente por apologia ao crime, o que a meu ver é bastante justo.
Mais um exemplo de que as pessoas precisam ter responsabilidade nas
suas manifestações sejam feitas via internet, via arte...via a pqp*...não importa e não vejo tal processo como censura, afinal surge uma nova forma de comunicação e interação e que precisam de novos mecanismos para a defesa da ética e respeito.
Lembro-me da Mayara Petruso, estudante de direito, que fez declarações preconceituosas no Twitter e foi processada, merecidamente pela OAB de Pernambuco.
Todos se surpreenderam com a declaração execrável que tal Rafinha fez em um dos seus stand up, proliferando e incitando o estupro: "Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia... Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço",
Frases como estas só podem vir de pessoas que não têm mãe, irmãs, tias, filhas ou qualquer ser do gênero feminino. Porque com certeza se fosse um ser Humano concebido em condições normais não faria piada de uma das situações que mais aflige as mulheres em todo mundo.
Para dar um exemplo, quando era menina aprendi que a rua e a noite não foram feitas para as mulheres e o pior foi crescer e saber que a ameaça é real, pois muitas vezes temos que nos preocupar para além de ser assaltadas, mas com a possibilidade do estupro.
Em alguns países ele ainda é legitimo dentro do casamento. E nem precisamos ir longe, quantas de nós passamos pela dificuldade de explicitarmos que NÃO É NÃO.
Somos ameaçadas não por um Rafinha Bastos, mas pela ideologia que ele defeca pela boca influenciando as pessoas a serem misóginas, homofóbicas e por aí vai.
A muito não assisto ao programa e sinceramente acho que devemos criar o movimento: Desligue o CQC e leia um livro.

Não pretendo ser compreendida pelos homens, por enquanto, pois ainda não há entendimento sobre o significado da violação de nossos corpos pela coibição, muito menos mediante a mídia gorda com suas propagandas sexista. O que dizer então, daqueles que se revestem na imagem de artistas, livres de expressão e se safando por "fazer caricatura da realidade". É difícil entender como um humorista pode se animalizar a tal ponto que não consiga ao menos se caricaturar de SER HUMANO.

Precisamos dar um passo gigantesco no debate sobre nosso corpo, imagem e sexualidade.
Por isso, oportuno falar, que existem movimentos femininos que se decidiram não ficar calados diante do assédio, da violência e da alienação de nossa sexualidade. Tais como na “Grã Bretanha que tenta combater o assédio nas ruas com a fundação Anti-Street Harassment UK, “Grã-Bretanha contra o assédio nas ruas” ou o site Hollaback”! (http://ldn.ihollaback.org/) que permite a declaração de mulheres que sofreram assédios na rua e até mesmo denunciar publicamente seus agressores.
Afinal, expressar-se a favor do outro além de legitimo é HUMANO!
Ana Laura

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um minuto de reflexão!


Saiba porque o aborto deve ser permitido no Brasil from Universidade Livre Feminista on Vimeo



Ana Laura, defensora do Slutwalk, do feminismo e da minha sexualidade. Afinal, o corpo é meu, as regras são minhas!

sábado, 28 de maio de 2011

"Casa de sombra, vida de monge. Quanta cachaça na minha dor, volta pra casa, fica comigo. Vem que eu te espero tremendo de amor..." (Tom Jobim)






Eu olho com olhos de quem deseja.
Eu sinto com sentimentos de quem sonha.
Eu amo com o coração de quem sofre.
Eu imagino o teu corpo ainda no meu.
Eu tenho a sensação da tua língua à procura da minha.
Eu desejo o teu desejo junto ao meu.
Eu procuro, eu anseio saciar essa vontade de você.
Eu passo a noite à procura das tuas mãos a acariciar meus cabelos.
Eu ouço o som da tua respiração, do teu sussurrar.
Eu adormeço nessa procura incessante de querer mais uma vez te amar.






Tatiane. Apenas palavras e sentimentos em desconexos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ainda me falta fazer

Ler um livro grosso inteiro por uma madrugada
Sumir do mapa para pensar na vida por um dia.
Chorar que nem criança fazendo careta e doendo o peito
Pegar uma chuva que até molhe minha calcinha
Fazer um ato extremo de repúdio aos erros humanos.
Xingar todos os amigos e parentes porque morreram
Fazer uma festa com pessoal da faculdade ao embalo daquela banda de nossos tempos.
Viver uma catarse, uma euforia, um orgasmo.
Viver pelo outro, pelo planeta, por uma utopia.
Tatuar e carregar o peso daquela poesia nas costas.
E nunca esquecer a minha canção preferida