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domingo, 28 de março de 2010

Tudo começa com um ponto!




Eu não sou adepta aos discursos do EU. Mas as vezes é preciso achar um equilibrio. Mensagem maravilhosa de um amiga, chamada Tainan Begara, uma alma perfumada.
Muita força para todos esta semana.
Amo!
Ana Laura

terça-feira, 23 de março de 2010

Convite


Minha casa a quero sempre coloria. Tapete, cortina e colcha. Um tantinho de todos nela e nas paredes em fotos. Uns vasos de plantas para enfeitar e outros de chá.
Quero luz com janela ampla, ou seria janela ampla com luz? Quero uma poltrona e travesseiros e o cheiro de: pode ficar, bem vindo, você é querido.
Um tanto de livros e filmes para o silêncio. Quero preguiça nos quartos e camas, bocejos e desejos de boa noite. Talvez um café forte para os fracos e vinho para os românticos.
Pode ser que não haja televisão. Um rádio, vitrola e gargalhadas já fariam uma boa percussão. Bruna Caram, Roberta Sá, Ana Cañas,Maria Gadú, Yann Tiersen, Dani Gurgel...quem você está curtindo agora?
Nela quero amigos pendurados em meu colo. Porta aberta, sempre. E a certeza que ali dentro posso acabar com as tempestades. Talvez eu desista do Minha e invista no Nossa.

Ana Laura, construindo.

Hora do Planeta 2010


No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), 2.383 cidades em 117 países participam da Hora do Planeta, das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora. Vamos todos dar as mãos na luta contra o aquecimento global, nessa hora espero que as luzes da nossa consciência fiquem ligadas e que façamos sempre mais pela natureza que grita por socorro.


Participe você também. Cadastre-se e saiba como aderir e divulgar a Hora do Planeta 2010:
Site oficial e cadastro: www.horadoplaneta.org.br

segunda-feira, 22 de março de 2010

...


Não consigo aceitar muito bem algumas leis da vida, a morte, por exemplo, a acho injusta, ela arranca da sua vida alguém que você ama muito, assim do nada de uma hora pra outra. Penso que deveríamos vir com um aviso prévio, ou com uma cartilha ensinando a amar sem se apegar. E mais uma vez Deus veio colher uma flor do meu jardim e mais uma vez meu coração despedaçou. Não tenho palavras que descreva a minha dor nesse momento, não tenho como não chorar e nem sofrer. Não tem como me voltar contra Ele mesmo que todas as noites eu esteja pedindo forças a Ele para continuar, e também não me venham com frases feitas, ninguém quer que o outro descanse, ou que eu tenha que entender por seguir determinada religião. Estou chorando, estou sofrendo e sangrando e o tempo só está piorando essa minha situação. A casa perdeu seu som, seus movimentos, a noite está calada e a minha vida mais vazia. E como disse não tenho mais palavras que descrevam a minha e somente minha dor nesse momento...Eu sempre vou te amar meui Tio!!!


Tatiane sem mais palavras. Ana Laura só tenho que agradecer todos os dias por ter você como amiga...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Campanha denúncia Dê um tempo! Proibida pela Nestlê

Eu vi esta campanha no site Sindrome de Estocolmo (está na coluna ao lado, enjoy).
Muito me tocou a campanha que foi posteriormente proibida.
Se dê um tempo para pensar e consumir com consciência.

Pedimos a Nestlê a não utilização de oléo de Palmas, encontrado na Indonésia, cujo uso está acabando com as florestas tropicais e com os orangotangos!



MAIORES INFORMAÇÕES NO SITE: www.greenpeace.org.br/kitkat

quinta-feira, 18 de março de 2010

O melhor emeio da semana: Relato de uma sofredora na depilação

"Tenta sim. Vai ficar lindo".
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.Mas acho que pentelho não pesa tanto assim.
Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.
Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?- Virilha.- Normal ou cavada? (Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.)
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos,gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou acordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É… é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro. (Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.)De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.
Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.
Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.(Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo).
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
E quis matá-la. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletranspor$ta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da puta arrancar cabelinhos mais filhos da puta ainda resistentes. E quis matá-la!
Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiqueiesperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
De repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente lambuzando o meu “forévis”. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento.
Pê puxou a cera.
Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha do meu cú pra contar a história.
- Vira agora do outro lado. (porra.. por que não arrancou tudo de uma vez?)Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o meu cuzinho lindo tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda…
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar?????….. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.
Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Queria comprar o domínio www.preserveasvaginaspeludas.com.br
FDP foi a mulher que inventou a “cavadinha”
Autor desconhecido

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quem seriam as pessoas pensantes para Maitê Proença?

Eu não sei por que insisto em assistir televisão?

Ainda mais programa extremamente cultural como o Programa do Faustão!
Pior ainda quando exibem quadros com pessoas altamente inteligentes e respeitosas como Maitê Proença.
Preciso me penitenciar por tantos pecados!
Explico-me. Nossa querida (lê-se: mais uma vez desnecessária) Maitê Proença já tinha me desencantado com aquele vídeo feito em Portugal. De muito mau gosto, a atriz (ou sei lá o que ela é) vai fazendo piadas ridículas em relação ao povo e cultura portuguesa.
Uma vergonha que quase causou problemas diplomáticos entre o Brasil e Portugal. Claro, que ela se retratou e sujou mais a situação!
Tanto disse, na retratação, que o Povo Brasileiro é muito brincalhão (lê-se mal educado) e que zoam o baiano que é indolente, carioca que é malandro...eu hein.
Maitê, querida, a culpa é sua, só sua, benhên!
Bom, mas novamente a Maitê me mata de vergonha! Será que existe interdição por tratamento anti diplomáticos, anti humanistas...

Maitê Proença foi ao Haiti acompanhar o trabalho de médicos brasileiros e depois convidada a falar sobre o assunto no Programa do Faustão. Ela ao fazer um panorama sobre o Haiti tem o desrespeito de dizer que não sabe como se dará a reconstrução do país, devido não ter restado pessoas pensantes. (?!?)
Ela ainda diz que há uma ironia perversa no país: o terremoto primeiro atingiu os bairros ricos, depois todos os prédios do governo e dos poderes e as faculdades de medicinas. Dando a entender que as pessoas que sobraram são justamente os não-pensantes, ou seja, os que não têm a capacidade de governar o país!
Então, só a classe dominante é pensante para Maitê!
Ironia é ela se prestar a um trabalho deste.
Sem comentar a superficialidade com que ela divulga a ONG (tão bem que nem lembro o nome) e trata da saúde dos povos indígenas no Brasil. Faz uma babação de ovo na Missão Brasileira e disserta (emocionada) sobre o único ser pensante no Haiti, um diplomata, que está em busca de outros seres pensantes para re-erguer o país...nesta parte eu pensei que ela ia dizer: Missão Impossível... enfim...enfim (muitas gafes).

Eu odeio fazer estes tipos de críticas. Não gosto de páginas de ódio e prefiro críticas construtivas sobre as situações. Mas me dói esta indignidade com que as pessoas se referem às outras.
Muitas pessoas deveriam ficar em casa ao invés de fazer estes desserviços "humanitários".

Ela chega a fazer uma certa ligação que pessoas não-pensantes se tornam animais. Se não bastasse a desvatidão que ocorreu no Haiti, Maitê tem a pachorra de chamá-los indiretamente de animais.
Zombar dos outros e desumanizar as pessoas, se esse é o objetivo, parabéns Maitê, você é a melhor nisto. Ah! Agradeça que os não-pensantes têm coisas mais importantes para fazer. Porque certo seria que eles pedissem uma retratação.
A animalidade do ser humano está na precarização das condições humanas, todavia é também ela que conduz ascensão de sentimentos genuinamentes humanos como a empatia, a solidariedade e o respeito. Dialeticamente a alienação e consciência convivem.
A brutalização do homem é quando ele não se vê mais parte da humanidade, enquanto ser génerico, e por assim estar, apartado, buscando interesses egoistas e próprios.
Vê o mundo sobre a ótica individual das potencialidades do Eu, tão somente. Eu posso, eu sou...então todos podem e todos são! E se não puderem culpa é deles, não minha!
O Haiti se reergue solidarizando a tragédia. Ricos e pobres se misturam no desastre.
Mas pessoas que não têm muito a dizer compara os outros de acordo com sua ótica estreita de ideologias facistas! Isto sim é animal, desumano e grotesco.
Ana Laura. O mais engraçado que eu li por aí: Se já não bastasse o terremoto ter devastado o Haiti. Deus ainda manda alguém para zombar dele!