Incrível a minha capacidade de sempre deixar escapar por entre os dedos as oportunidades que a vida me entrega. São pequenos momentos de paz. São amores e amizades sinceras. São sorrisos embutidos em momentos alegres. É como se em algum lugar estivesse escondido a minha essência mais doce e calma. Eu me transformei e hoje nem eu me reconheço. Eu me entreguei e ainda confio e muito. É como se eu tivesse deixado a porta aberta e permitido a entrada de um furacão. Fenômeno dos sentimentos, um turbilhão que modificou meu coração. Medo? Ao lado de certas pessoas não sabemos o que isso significa. Sonhos? Um mundo de "Utopias". Desejos? Isso se chama viver! Cumplicidade? Espero ainda ter. O tempo voa para desperdiçarmos com brigas. O tempo é cruel e não apaga todas as dores, até quando? São várias perguntas sem respostas. Estou aqui nesse momento, sozinha entregue aos pensamentos e sentimentos. Estou aqui buscando palavras para receber um sim ao meu pedido de desculpas, ao meu maior arrependimento. Estou aqui tentando me reencontrar em meio ao momento de estresse. Estou aqui controlando uma dor para sanar a outra. Estou aqui esperando uma resposta para obter decisões. Eu estou aqui vivendo, sentindo pulsar. Estou aqui de malas prontas para uma nova vida. E espero que um dia esse furacão volte a minha vida. Do mesmo jeito que a primeira vez. Da mesma intensidade, com os mesmos olhares, respiração forte e a música no ar. Sou humana, passível de erros.
terça-feira, 29 de março de 2011
Um Dia, Um Adeus.
Incrível a minha capacidade de sempre deixar escapar por entre os dedos as oportunidades que a vida me entrega. São pequenos momentos de paz. São amores e amizades sinceras. São sorrisos embutidos em momentos alegres. É como se em algum lugar estivesse escondido a minha essência mais doce e calma. Eu me transformei e hoje nem eu me reconheço. Eu me entreguei e ainda confio e muito. É como se eu tivesse deixado a porta aberta e permitido a entrada de um furacão. Fenômeno dos sentimentos, um turbilhão que modificou meu coração. Medo? Ao lado de certas pessoas não sabemos o que isso significa. Sonhos? Um mundo de "Utopias". Desejos? Isso se chama viver! Cumplicidade? Espero ainda ter. O tempo voa para desperdiçarmos com brigas. O tempo é cruel e não apaga todas as dores, até quando? São várias perguntas sem respostas. Estou aqui nesse momento, sozinha entregue aos pensamentos e sentimentos. Estou aqui buscando palavras para receber um sim ao meu pedido de desculpas, ao meu maior arrependimento. Estou aqui tentando me reencontrar em meio ao momento de estresse. Estou aqui controlando uma dor para sanar a outra. Estou aqui esperando uma resposta para obter decisões. Eu estou aqui vivendo, sentindo pulsar. Estou aqui de malas prontas para uma nova vida. E espero que um dia esse furacão volte a minha vida. Do mesmo jeito que a primeira vez. Da mesma intensidade, com os mesmos olhares, respiração forte e a música no ar. Sou humana, passível de erros.
domingo, 20 de março de 2011
O outono chega

O outono chega saindo do armário com os seus bolores. Casacos, cachecóis, luvas de camurça. Os cobertores ciumentos e abrasdores, àquela colcha de crochê para fazer e o prazer de compatilhar o calor com o outro. A fumaça gostosa que sai da sopa, do café, do chocolate quente, do chá, do banho e da sua boca. Qual a cor do outono, quais os filmes assistiremos no sofá com coberta, qual livro leremos e recomendaremos aos amigos com veemencia, quem estará para esquentar nossas noites, nossos debates,nosso silêncio, nossas esperanças e nossas camas?
Estou posta, pronta, e que venha o outono! Ana Laura--------------------------------------------Imagem: Tela de Óleo criada pela artista Marisa Jamaica
sexta-feira, 18 de março de 2011
Vídeos já marcaram este ano
Uma denúncia abafada pela presença de um astro
Um para recordar, repetir e elaborar
O poder da mídia, vamos começar por um chavão bem grande, daqueles que ajudam a discutir os maiores temas no botiquim da internet, sem ao menos passar, e digo seriamente, pela mídia latifundiaria. O primeiro vídeo foi divulgado principalmente pelo youtube e twitter,no momento da folia carnavalesca. A este minha confirmação do real, mas a angustia: como podemos resgatar o carnaval?
O segundo, da mesma época, foi divulgado de forma pobre pela mídia gorda no DIA 08 DE MARÇO, focando somente a tão "inusitada" atuação do galã que interpreta 007, mas o discurso que é o potencial do vídeo, fato anulado, interessantemente abafado. Viu quem tem acesso a internet, ou TV paga...e acima de tudo interesse pela Comemoração (com C grande).
O terceiro liberta, depois desta crise com os vídeos, me lembrei que indignação não é doença mental, não é vergonha, não é objeto de terapia. Né, FREUD?
terça-feira, 15 de março de 2011
Cores que preenchem vidas.

Preencher as ausências que a vida muitas vezes nos impõe deve ser como ter aquele caderno de colorir que toda criança gosta. Cada partida é um desenho em branco, devemos lutar para conseguir novamente dar um toque de cor, sem lágrimas a borrar. Cada momento, cada sorriso, olhares, toques tem sua cor, cada pessoa traz consigo um misto de tons. Ah os perfumes que exalamos, estes tem uma cor em especial. A cor marcante, que arrepia, que quando exalado traz em mente cada momento vivido, sentido. Somos assim, cores vivas, cores que marcam. E muitas vezes colorimos forte, marcante que o caderno a ser colorido se acostuma. E aquele que deixamos na metade por muitas vezes será difícil recomeçar uma outra página. Por isso, colorir a vida do outro muitas vezes é complicado, mas deixar de colorir é como viver uma vida sem amar!
segunda-feira, 7 de março de 2011
O seu melhor para o outro.

Nos caminhos que escolhemos seguir, passamos recolhendo e colecionando pequenos pedaços de corações. Cada pessoa que passa por nossa vida acaba por deixar sua marca, sua essência. Deixa um sorriso, um gesto, uma lágrima, não importa. Deixa por marcar, deixa pela importância, mesmo que pequena. Somos pequenos fragmentos cheios de sentimentos espalhados pelo mundo. Somos uma caixa de coleção, de surpresas. Mesclamos cheiros, traduzimos olhares, somos uma mistura de cores, texturas. E seguimos assim, levando conosco um pouco do outro, sem poder rasgar os rascunhos, lembranças ou mágoas, sem poder apagar os sonhos, os momentos, abraços. Não tem como. O passado não se reconstrói, mas o futuro, esse sim está em nossas mãos para nos dar o poder de juntar esses pequenos pedaços de vida que colecionamos ao longo dela e permitir fazer a diferença. Por isso, quando alguém entrar na sua vida faça de tudo para deixar o seu melhor pedaço, o seu melhor perfume.
Tatiane.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Muita Calma Nessa Hora - Leoni
sábado, 5 de fevereiro de 2011
...o que realmente vale na vida?

_ Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
_Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida. Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.
