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segunda-feira, 7 de março de 2011

O seu melhor para o outro.


Nos caminhos que escolhemos seguir, passamos recolhendo e colecionando pequenos pedaços de corações. Cada pessoa que passa por nossa vida acaba por deixar sua marca, sua essência. Deixa um sorriso, um gesto, uma lágrima, não importa. Deixa por marcar, deixa pela importância, mesmo que pequena. Somos pequenos fragmentos cheios de sentimentos espalhados pelo mundo. Somos uma caixa de coleção, de surpresas. Mesclamos cheiros, traduzimos olhares, somos uma mistura de cores, texturas. E seguimos assim, levando conosco um pouco do outro, sem poder rasgar os rascunhos, lembranças ou mágoas, sem poder apagar os sonhos, os momentos, abraços. Não tem como. O passado não se reconstrói, mas o futuro, esse sim está em nossas mãos para nos dar o poder de juntar esses pequenos pedaços de vida que colecionamos ao longo dela e permitir fazer a diferença. Por isso, quando alguém entrar na sua vida faça de tudo para deixar o seu melhor pedaço, o seu melhor perfume.



Tatiane.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Muita Calma Nessa Hora - Leoni

Música do filme com o mesmo nome. Assisti nesta sexta e é muito bom para descontrair, mas a letra da música é melhor!


sábado, 5 de fevereiro de 2011

...o que realmente vale na vida?



Vende-se Tudo - Martha Medeiros



No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
_ Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
_Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida. Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DIREITOS HUMANOS

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hoje fico mais velha!

Fico mais velha nesta quinta-feira e como o ano de 2010 foi bastante difícil, então faço festa por ter sobrevivido...kkkkkkkk
Aceito PARABÉNS....

Ana Laura, o nome da música não diz nada...mas a música sim...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Teste seu nível de desumanização

Se você vive em uma metropole caótica, teste seu nível de massificação:
( ) Você demora mais de cinco minutos para socorrer alguém que está passando mal;
( ) Ao cair alguém no chão, você não pergunta se a pessoa se machucou?
( ) Você faz uso raro das palavras licença, desculpa e obrigada no metrô;
( ) Você gosta mais de ir ao supermercado/shopping do que a um parque;
( ) Não tem amizade com nenhum vizinho;
( ) Não consegue mais andar lentamente e se irrita com facilidade com as pessoas que assim caminham; (exemplo pode usado no trânsito)
( ) Não se questiona mais " para onde vai tanto lixo", "porque esta criança está na rua" ou se "o homem deitado na calçada está dormindo ou morto"
Se você selecionou pelo menos uma destas questões fique atento com o processo de desumanização comum nas grandes metrópoles, no processo intimista de nos isolarmos e acreditar que o outro não é problema nosso.

Ana Laura, teste baseado naquilo que não quero perder.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O que você seria capaz para realizar um sonho?



Até hoje me lembro de um professor, na matéria de comunicação social, que nos ensinou não só o que significa a palavra iconoclasta como também deu exemplo real de como ser um. Mas para além do seu pessimismo mordaz, aprendi algo que até hoje me desafia: O que você seria capaz para realizar um sonho?
Parecia uma pergunta um tanto descabida para aquele que não acreditava mais em sonhos. Mas ele começava:
Você tem um objetivo. Seja ele qual for. Tudo o que você faz hoje reflete no seu futuro. Então, pergunto, vc está fazendo hoje todas as escolhas possíveis para alcançar seus objetivos, sonhos e ideais?
Este discurso martela na minha mente e me pergunto se nas minhas simples escolhas estão contemplados os meus maiores sonhos. Cotidianamente parece que vou me esquecendo, a sobrevivência me coloca em outras situações, escolhas e futuro. Engraçado como é fácil sair dos propósitos que tínha anteriormente. Tem quem diga que é amadurecer outros que é alienação.
Eu ainda sinto o impacto de sair da universidade, fora de casa, hippie, cheia de utopias. Saboto sempre esta imagem com meus novos costumes e meus novos mecanismos de sobreviver, coisas fúteis se tornaram imprescindível e àquela viagem a Machu Picchu fica cada vez mais distante.
Questiono-me sempre, sempre. Se realmente somos capazes de ser coerente conosco mesmo por uma vida toda. Se os valores são realmente universais ou se isso é apenas um processo...talvez de desumanizar-se, de amadurecer, de revelar-se ou mesmo de enfim tornar a ser enquanto pessoa e não só enquanto indivíduo genérico.
Este mesmo professor terminava as aulas dizendo que quando a mente está em dúvida nada melhor do que um copo de cachaça.
Foto retirada na Bienal da Arte Moderna, São Paulo,em 2010.
Ana Laura, será que é paródia?